National Geographic investiga a cadeia produtiva do aço

A edição brasileira da revista National Geographic publicou uma profunda investigação sobre o uso de carvão do desmatamento e do trabalho escravo na fabricação do aço.
A edição está nas bancas (fevereiro, 2013).

Siderúrgicas instaladas no polo de Carajás usam carvão fabricado de forma predatória. O carvão entra na cadeia produtiva das maiores empresa de aço do mundo, sediadas nos Estados Unidos. Automóveis, aviões, eletrodoméstico, computadores e celulares são fabricados com o aço da devastação.

A Vale, uma das maiores mineradoras do mundo, está diretamente implicada no problema.

A reportagem é de autoria do jornalista Thiago Medaglia e do fotógrafo Izan Petterle.

Dentre as suas fontes de referência, a revista cita a pesquisa Escravos do Aço – realizada pela Papel Social Comunicação e pelo Instituto Observatório Social, como pioneira na identificação de problemas ambientais e trabalhistas na cadeia produtiva do aço.

De autoria dos jornalistas Marques Casara, Dauro Veras e Sérgio Vignes, Escravos do Aço se tornou a principal ferramenta para empresas, governos e organizações da sociedade civil implantarem mecanismos de controle que reduziram drasticamente a ocorrência de trabalho escravo na produção de carvão vegetal na Amazônia. Diz a revista:

“Até 2004, ano da publicação do primeiro estudo de mapeamento da cadeia produtiva do aço na Amazônia, a opinião pública pouco sabia do cenário em Marabá e Açailândia. Intitulada “Escravos do Aço”, a pesquisa identificou as siderúrgicas do polo Carajás como financiadoras de carvoarias que usavam trabalhadores escravos na produção de carvão. De acordo com o relatório, empresas ligadas a grupos como Queiroz Galvão e Gerdau se beneficiaram da escravidão para fabricar gusa. A Vale e a mais importante companhia de aço dos Estados Unidos, a Nucor Corporation (também a maior compradora do gusa amazônico até hoje), mantinham relações comerciais com essas empresas. Montadoras de veículos como Ford, Fiat, General Motors, Volkswagen e Peugeot também tiveram seus nomes mencionados. O barulho foi grande: uma cadeia produtiva globalizada e bilionária baseada na degradação ambiental e na exploração de mão de obra miserável.”

Fotos: Izan Petterle/ National Geographic

A reportagem completa da National Geographic está disponível aqui

 

Conheça as nossas pesquisas sobre a cadeia produtiva do aço:

Escravos do Aço (2004)

A Floresta que Virou Cinza (2011)

O Aço da Devastação (2011)

The Steel of Devastation (2011)

Tudo o que já publicamos sobre a cadeia produtiva do aço está aqui.
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