Europa proíbe madeira do desmatamento

Uma decissão histórica colocará fim a uma parte importante do comércio de madeira brasileira obtida de forma predatória. A partir de 2012, os 27 países da União Européia só poderão comprar madeira após comprovarem a rastreabilidade do produto, indicando todos os elos da cadeia produtiva, inclusive o nome dos responsáveis pelo corte da árvore e o local onde a operação foi realizada.
A decisão terá impacto direto sobre a Amazônia brasileira, pois 47% da madeira consumida na Europa sai daqui. É um golpe pesado no esquema que controla a exportação de madeira obtida de forma predatória. O produto é cortado ilegalmente e esquentado por esquemas de corrupção que envolvem empresas de exportação e fiscais da Secretaria de Meio Ambiente do Pará.
O esquema de exportação de madeira do desmatamento foi revelado pela pesquisa Quem se Beneficia com a Devastação da Amazônia, uma iniciativa do Fórum Amazônia Sustentável e do Movimento Nossa São Paulo. Realizada pela Papel Social Comunicação e pela Repórter Brasil, a pesquisa mostrou os elos da devastação ligados à madeira, à carne e à produção de grãos. Posteriormente, numa segunda etapa da investigação, reportagem financiada pelo Instituto Observatório Social identificou as empresas da Europa e dos Estados Unidos que compravam a madeira do desmatamento, dentre elas as maiores corporações do mundo do setor de pisos.

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Conexões Sustentáveis

A pesquisa do Conexões e a reportagem do Observatório Social motivou diversas empresas européias a mudar a forma como negociam madeira brasileira. Agora, com a iniciativa da União Européia, cairá brutalmente a venda de madeira do desmatamento para empresas daquela região.
Organizações não governamentais dos Estados Unidos também estão empenhadas em dificultar a ação dos desmatadores. No dia 9 de junho de 2010, em uma reunião na sede da Papel Social Comunicação, em São Paulo, a WRI – World Resources Institute e da EIA – Environmental Investigation Agency, organizações norte-americanas ligadas a questão ambiental, se colocaram à disposição do Conexões Sustentáveis para, nos Estados Unidos, moverem ações judiciais contra empresas norte-americanas que compram madeira oriunda do desmatamento.
No Brasil, as prefeituras são grandes compradoras de madeira. Apesar dos esforços do movimento ambientalista, até o momento nada de objetivo aconteceu para mudar os protocolos que permitem a uma prefeitura comprar madeira obtida de forma predatória e esquentada em processos fraudulentos. Tais processos deixam furos que poderiam ser rastreados, mas não são, pois a legislação é cheia de brechas.

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